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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Seg | 18.12.17

Retrospectiva de Natal

Tânia Garcia

Respiro o ar quase rarefeito. 
Tenho a lareira acesa.
A manta faz parte do outfit, assim como a caneca de chá fumegante.
Aqueço o corpo e as ideias. 
Reorganizo os espaços no armário dos sentimentos.
Está quase a acabar o ano.
É tempo de limpar as amarras que já não te levarão a lado nenhum.
É tempo de ponderar todas as atitudes e decisões tomadas neste último 2017.
Não sou de pensamentos intermináveis, nem de grandes debates de consciência. 
Peso os prós e os contras com a rapidez de uma soma básica de matemática. 
Não corro atrás. 
Não exijo nada.
Não confronto atitudes. 
Registo tudo no turbilhão incessante que se move comigo no dia a dia.
E depois quando acho necessário mantenho o que devo manter e deito fora o que já não interessa.
Esta época por ser o final do ciclo anual é propícia a grandes discursos de mudança sem nexo.
Eu prefiro guardar as mudanças, de preferência as boas, para quando sinto o click.
Não me perco em pensamentos precoces.
Para o ano espero que tudo corra conforme o que fui semeando.
Nem mais, nem menos.
Cada um tem o que merece.
Este ano enfeito a minha árvore com amor, esperança e paz.
Espero manter as mesmas decorações por muitos anos. 

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