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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Qua | 31.03.21

A caminho de casa...

Tânia Garcia

Olá a tod@s.
Tenho estado ausente e motivo é que, por vezes, preciso de me afastar para viver a vida e alinhar os chakras.
Estou mais por casa, que a trabalhar, há mais de 1 ano.
E esta inércia de vida não coaduna com a minha forma de estar.
Tive de me reinventar e reencontrar para, assim, me adaptar a esta nova realidade.
Nem tudo é felicidade e boa disposição, apesar de me considerar bem disposta por natureza.
Tem sido um desafio e apesar do corpo estar bem, a mente começou a falhar.
Daí este afastamento.
Quero muito continuar a fazer isto convosco e partilhar as minhas aventuras e desventura, para quem tem paciência para me seguir.
Muito obrigada por estarem desse lado.
Posto isto, e desculpem lá o desabafo, vamos aos últimos acontecimentos de confinamento.
Para quem está em casa à muito tempo, já devem ter reparado que este confinamento foi mais leve e com mais infrações que o de Março de 2020.
Mas enquanto se destila ódio pelas redes sociais, penso que a maioria dos portugueses tem sido bastante cumpridor e responsável, mesmo com estas medidas que não lembram nem ao Menino Jesus.
Vou-me abster de comentar a palhaçada da Manif de há 2 semanas, pelos motivos óbvios e por achar que, apesar de compreender a indignação da maioria, esteve tudo tão mal na maneira como essa indignação foi transmitida, que a mensagem que poderiam querer passar foi abafada pela parvoíce

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 e pela irresponsabilidade.
Eu mesma, confesso, que neste confinamento, fiz questão de sair mais vezes com as crianças para apanhar ar.
Com os devidos cuidados, vá, não sejam histéricas.
Mas saí, porque a vida tem de continuar e todos precisamos de espairecer.
Esta é a nossa nova realidade e teremos de nos adaptar a ela, sermos responsáveis como é óbvio, mas sem nunca nos esquecermos que se não vivermos a vida seremos engolidos pelo tempo, que esse meus amigos nunca parou.
Tenho visto solidariedade em cada "esquina"e sei que somos os melhores quando assim o queremos.
Não é tudo mau, apesar de sermos os eternos insatisfeitos.
No meio desta trapalhada ainda existem histórias de sucesso e com final feliz e é nessas que nos devemos agarrar.
Como li durante esta semana numa página algures: "Façamos o bem, mesmo a quem nos quer mal. Porquê? Porque o mal não está em nós."
Até amanhã!