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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Qui | 17.09.20

Caos

Tânia Garcia

Então é assim...

Andamos nós desde Março com o psicológico completamente massacrado, a entupirem-nos de normas, orientações, recomendações e o raio que os parta, para no fim a mensagem ser clara.

Temos obrigação de manter os nossos filhos fechados em casa, sob pena de coimas e ameaças, que somos todos agentes da saúde pública e blá, blá, blá...

E a 2 dias de começarem as aulas, recebo o horário escolar da minha filha e as normas de segurança que a escola impõe.

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E é com isto que me deparo....

Primeiro, após pregarem tanto que iriam dissolver as turmas para ser mais fácil o distanciamento, reparo que o horário é o pior horário desde que a minha filha começou o ano escolar. Ou seja, em 8 anos.

Depois temos as normas, que só me apetece ir buscar todos os vernáculos que conheço e espetá-los no sítio em que o sol não brilha a esta gente toda.

Então passo a explicar, a turma continua a mesma, tudo ao molho e fé em Deus, que não se lembre que exista Covid e os mantenha seguros, porque distanciamento vai ser muito difícil.

O bom, segundo a direção escolar?

As crianças deixam de estar encafuadas em casa, para estarem encafuadas em 12m2, 5 horas ou mais, porque a "pausa" de 5 minutos entre aulas, serve para ficarem com o fofo sentado à espera.

Idas ao WC? - perguntam vocês.

Serão no decorrer das aulas, assim como idas à papelaria, secretaria e afins...

Comer?

Podem trazer uma sandes ou uma peça de fruta de casa e só!

Almoços?

Exclusivamente no refeitório, portanto a turma da marmita tem de ir comer a casa. E todos sabemos como é mais barato e saudável os nossos filhos levarem comida de casa. E nos tempos que correm, em que a redução salarial tem sido drástica, todos os tostões contam. 

Aulas Educação Física?

Não é permitido a utilização dos balneários, portanto os alunos terão de já trazer vestido de casa a roupa, não sendo assim possível trocar e toca a mantê-los encharcados em suor até chegarem a casa. 

Ou seja não morrem da doença, morrem da cura.

São tantos, mas tantos, mas tantos erros nestas medidas, que ultrapassam as calinadas gramaticais dos grupos de mães nas redes sociais.

Ah! E que nenhum enc. educação pense em optar por não enviar o educando é que puxam logo da manga as siglas de todas as entidades de proteção de menores.

É que ninguém falou que era para proteger as crianças. Não senhor!

Todos nós sabemos que os mais vulneráveis são apenas e exclusivamente os idosos.

O que vale é que daqui a umas semanas estaremos no ensino à distância novamente.

(Tenho cá para mim, que não sou de intrigas, que o objetivo é mesmo esse!)

Bem vindos à Selva!

 

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* imagem retirada do Google