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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Dom | 22.03.20

Curvas e contra-curvas

Tânia Garcia

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E tem dias assim em que andamos ao sabor do vento e das curvas da estrada. E enquanto essas permanecem inalteráveis, as nossas próprias curvas ganham asas e voam consoante a maré. 
São nas curvas da estrada que vejo com melancolia a vida a passar. 
Nas férias aproveitamos para passear,  conhecer, enriquecer a nossa cultura.
Olho com saudade as marcas que ficaram do passado bom, aquele que não esquecemos e que faz parte do presente para sempre. 
Vejo o que tenho que caminhar e o que já caminhei, lembro-me de quem ficou pelo caminho e de quem continua comigo.
Perdi o norte tantas vezes quantas as necessárias para me estabilizar novamente. 
Perdi a luz nas pessoas que nunca pensei perder e que a vida no alto da sua crueldade me obrigou a fazer despedidas rápidas e dolorosas.
Mas no balanço final ganhei muito mais do que perdi.
As cicatrizes, essas ficam para as histórias contadas em viagem ou nas noites em que o sono não vem.
Hoje celebro a vida. 
E é tão bom viver assim.