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100 Borboletas no estômago

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Dom | 22.03.20

E sobre o dia da criança cá por casa...

Tânia Garcia

Em cada sorriso vosso nasce uma lágrima minha.
São meus e temos uma ligação visceral.
Não sei ser menos com tanto mais na minha vida.
Tento dar liberdade à mais velha e curtir a ligação de cordão umbilical com o mais novo.
É quase como equilibrar a ponta dos pés na corda.
Nem sempre o equilíbrio é o pretendido e de quando em vez lá vou parar ao meio do chão. 
Descobri que a palavra paciência, que outrora não cabia no meu dicionário,  passou a fazer parte de mim. 
Já perdi a conta das vezes que desligo o botão e fico em modo off para o bem da minha saúde mental.
Não espero que sejam os próximos a descobrir a cura para o cancro. Não anseio uma genialidade fora do normal. 
Apenas quero crianças felizes, com a dose certa de rebeldia e recheadas com muito mimo e amor.
Não espero que sejam sempre politicamente correctas e espero que cometam tantos erros quanto aqueles que só a vida permite ensinar.
Quero que cresçam dentro das vossas ambições e que sejam seres humanos daqueles que se pode contar sempre que precisarmos. 
Com uma generosidade e solidariedade que só as crianças de bem com a vida têm.
E quem nos dera que todos os meninos e meninas tivessem a vossa sorte.
Não celebramos o dia da criança cá em casa no dia 1 de Junho. 
Celebramos todos os dias do ano.
Cada mimo que vos trago, cada gesto, cada preocupação, cada gargalhada faz com que o dia da criança seja todos os dias.