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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Ter | 09.02.21

Mulher

Tânia Garcia

Dei por mim a navegar por textos escritos noutra altura e confesso que me deparo que durante bastante tempo me sabotei.
Pus em mim a responsabilidade de assumir todas as tarefas e resignar-me ao facto de ser mulher e ser a minha "obrigação" ser forte, tanto quanto pau para toda a obra.
Que ingénua que fui....
Não sou forte e não tenho que dar uma ideia romântica de mulher que tudo faz é forte.
Tenho dias que posso com mundo e outros em que o meu mundo desaba.
Tenho dias de sair da cama e ser capaz de tudo e outros tantos de pijama e não ser capaz de nada.
Falho!
Falho muito.
Enquanto mãe, enquanto mulher, enquanto filha, enquanto irmã.
E vou continuar a falhar.
E sabem que mais?
Já não faz mal falhar.
Acho até que falhar é preciso.
Dar um murro na távola redonda e organizar uma revolução.
De pensamento, de mentalidades...
Precisamos desesperadamente de parar de nos colocar num pedestal do tudo faz. Seremos mães e mulheres guerreiras a que preço? 

Não há linha que seja reta nesta coisa que se chama viver a vida.
Aceitar que precisamos de ajuda e pedi-la é ter mais força do que camuflar as fraquezas com ocupações que não nos pertencem.
Eu hoje sei que a minha maior fraqueza, foi a minha força.
Até amanhã 🍀🥰

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