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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Dom | 22.03.20

Porque me apetece

Tânia Garcia

Hoje apeteceu-me apetecer-te.
Penso que tinha saudades de ter saudades.
Às vezes chegamos a um estágio de relacionamento em que ficamos no limbo.
Eu pessoalmente prefiro praticar o desapego e deixar-te respirar, contando que quando preciso que me abraces estejas lá com os teus braços preparados para o meu drama feminino.
Sim porque nós "gajas" somos buéeee dramáticas às vezes.
E não, não faz mal admitir. 
Até nos fica bem.
E pronto não sei porquê mas hoje acordei a apetecer-te. 
Preciso dos nossos momentos a dois.
Preciso do passear de mãos dadas.
Preciso dos nossos fins de semana sem rumo.
Das nossas maluqueiras.
Da nossa frase típica depois de algo hilariante que nos aconteça. 
Preciso de saber que não importa as vezes que vá cair, porque irás estar sempre lá para me levantar. 
Tem dias que me apetece esganar-te.
Meter "pozinhos de pirilimpimpim" na comida (lol!).
Que o som da tua voz consegue irritar-me lá no fundo do meu ser.
Mas depois tenho a compensação destes dias em que estou mel.
Ser mãe deixa-nos cansadas, a inclinar para o exaustas.
Mas não deixamos de ser mulher.
Não deixamos de ser quem éramos antes.
Somos apenas mais responsáveis, mas com falta da irresponsabilidade de adolescente.
Temos o direito de namoriscar o nosso homem.
Já procriámos é certo, mas podemos continuar a namorar como se fosse o primeiro dia.
E quando não tiver paciência para a tua impaciência os almoços de amigos (de preferência todos "gajos") ajudam a acalmar as implicâncias da eterna guerra dos sexos.
Portanto minhas queridas aproveitem enquanto cá andam e namorem muito, sem arrependimentos, porque esta vida passa a correr.
É sempre preciso alimentar as borboletas no estômago. 
Beijos nos vosso coração.