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100 Borboletas no estômago

100 Borboletas no estômago

Qui | 03.09.20

Reflexões femininas

Tânia Garcia

Serei sempre pelas causas, lutarei por um mundo mais justo.
Ponho o dedo na ferida as vezes que forem necessárias para me fazer ouvir, para nos fazer ouvir.
Somos o povo das armas e dos barões assinalados.
O povo em que a raiz do machismo ainda está, bem, patente nas casas portuguesas.
O homem dominar a mulher é visto como tradição, num misto de orgulho que passa de pai para filho.
E as mulheres que desse mal padecem vivem-no com orgulho de ver a sua cria a seguir as pegadas do chefe de família.
Em tom de riso forçado até acham piada a que responda com a mesma agressividade que o progenitor.
"Sai mesmo ao pai!" - dizem com a voz embargada como se fosse uma conquista extraordinária.
Não, minhas queridas avós, mães, sogras, tias e por aí fora...
Não é isto que vale a nossa existência.
Não nascemos para servir, servimos antes para sonhar, para nos erguermos lá bem no alto, para chegarmos a todos os lugares quanto couberem a nossa vontade e determinação.
Não aceitem menos do que aquilo que merecem.
E, acreditem, todas nós merecemos a nossa paz, o amor, a ansiedade da conquista.
Todas nós merecemos chegar ao nosso equilíbrio com a sensação de missão cumprida.
É esse o legado que deixamos para as nossas filhas.
Afinal nós somos o exemplo das gerações futuras.
E um dia as vozes que se irão erguer, serão maiores do que as que nos querem prender, sufocar nos costumes e tradições.
O amanhã vai ser melhor, porque hoje trabalhamos a mudança.
Até amanhã ❤

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